Anemia na gravidez: conheça as causas e sintomas

À algumas semanas, tive uma anemia, no começo foi só susto, porque comigo? O que tá acontecendo? Socorro! Mas com o tempo eu fui melhorando gradativamente e com a alimentação melhor, eu e meu pequeno estamos indo para a reta final. E vamos bater um papinho sobre essa surpresa que algumas mamães tem.

A anemia é um problema relativamente comum na gravidez. Segundo dados do Banco Mundial de 2014, a taxa de anemia gestacional no Brasil situa-se nos 32%, enquanto que em Portugal ronda os 26%. Já nos países africanos de língua Portuguesa, a prevalência varia entre os 48% e os 50%.
Anemia gestacional: tipos de anemia

A anemia gestacional é causada por um défice nutricional e pode ser subdividida em três tipos, conforme seja causada por défice de ferro, vitamina B12 ou ácido fólico.

Anemia ferropriva na gravidez

De todos os tipos de anemia, a anemia ferropriva é a mais comum durante gravidez e é causada por uma deficiência de ferro, que por sua vez causa uma produção insuficiente de hemoglobina.

Este tipo de anemia é motivada pelo aumento da produção de glóbulos vermelhos, necessário para sustentar o crescimento dos tecidos do feto e da placenta. Se não houver uma suplementação de ferro durante a gravidez, o corpo não conseguirá produzir hemoglobina em quantidade suficiente, resultando num défice de oxigênio nos tecidos, o que poderá provocar problemas de crescimento do feto.

No entanto, este tipo de anemia é facilmente tratável com a prescrição de suplementos de ferro que permitirão restabelecer a produção de hemoglobina, normalizando os níveis de glóbulos vermelhos necessários ao crescimento do bebê.

Anemia perniciosa

A anemia perniciosa é menos comum do que a anemia ferropriva, e ocorre devido a um défice de de vitamina B12, uma vez que esta vitamina desempenha um papel importante na produção de glóbulos vermelhos.

Além de causar este tipo de anemia, o défice de vitamina B12 tem outras consequências negativas, como o aumento do risco de malformações congênitas, nomeadamente defeitos no tubo neural, ou ainda parto prematuro.

Anemia megaloblástica

Tal como a anemia perniciosa, a anemia megaloblástica é menos comum do que a anemia ferropriva, tendo sua origem na carência de ácido fólico (vitamina B9), que provoca uma menor produção de células sanguíneas, resultando numa menor oxigenação dos tecidos e restrição do crescimento do feto.

Tal como o défice de vitamina B12, o défice de ácido fólico pode ainda resultar em malformações congênitas e parto prematuro.


Sintomas de anemia

Independentemente do tipo de anemia, os sintomas provocados são comuns e relativamente fáceis de detectar:

Palidez (na pele, lábios e unhas)

Fraqueza e cansaço constantes

Tonturas

Dificuldade de concentração

Dificuldade em respirar ou falta de ar

Taquicardia (pulso acelerado) ou palpitações (batimentos cardíacos perceptíveis)

Fatores de risco para o desenvolvimento de anemia

Devido a fatores fisiológicos ou nutricionais, algumas mulheres têm maior propensão para desenvolver anemia durante a gravidez. Entre os principais fatores de risco estão:

Gravidez de gêmeos ou múltipla: As necessidades de ferro e nutrientes essenciais são mais elevadas no caso de uma gravidez múltipla, o que faz aumentar o risco de anemia.

Intervalo reduzido entre duas gestações consecutivas: Um menor tempo de recuperação entre duas gestações reduz as reservas de ferro, o que pode resultar em anemia.

Vômito devido a enjôo: O vômito dificulta a absorção de nutrientes, podendo resultar em anemia se for demasiado frequente.

Dieta pobre em ferro: Uma dieta pobre em ferro poderá causar anemia se as reservas de ferro não forem respostas.

História de anemia prévia: A tendência para desenvolver anemia pode resultar num risco acrescido durante a gravidez, devido à maior exigência de produção de hemoglobina.

Gravidez na adolescência: Devido ao fato de estar ainda em fase de crescimento, existe uma maior chance de uma adolescente desenvolver anemia durante a gravidez. Além disso, a alimentação de baixo valor nutricional que é comum em muitos adolescentes, pode contribuir também para o desenvolvimento do problema.
  

Diagnóstico da anemia

O diagnóstico é feito através de análises ao sangue que permitem avaliar os níveis de hemoglobina e o número de glóbulos vermelhos. Se estes valores estiverem abaixo do normal, existe um quadro de anemia.

Estas análises de sangue são normalmente feitas ao início da gravidez, mesmo que não haja suspeita de anemia e repetidas a cada trimestre.

Como tratar a anemia na gravidez

A anemia é tratada através de suplementação dos nutrientes em falta. No caso da anemia ferropriva, será receitado um suplemento de ferro, enquanto que na anemia perniciosa e megaloblástica serão receitados respectivamente suplementos de vitamina B12 e de ácido fólico.

Para controlar a eficácia dos suplementos, o seu médico irá também prescrever novas análises de sangue de forma a determinar se os valores de hemoglobina e glóbulos vermelhos voltaram ao normal.

O seu médico poderá ainda recomendar mudanças na dieta para melhorar os níveis de ferro e outros nutrientes.

Suplementos como forma de prevenção da anemia

Como a anemia na gravidez é bastante comum, os médicos optam normalmente pela suplementação de ferro e ácido fólico durante a gravidez de modo a prevenir tanto a ocorrência de anemia como a de malformações ligadas ao défice de ácido fólico.

Alimentos para prevenir a anemia gestacional

Além da suplementação prescrita pelo médico, você poderá também melhorar a sua alimentação de forma a aumentar a absorção de nutrientes essenciais.
Alimentos ricos em ferro e vitamina B12:

Carne de vaca, carne de aves e peixe

Ovos

Alimentos ricos em ferro:

Espinafres, brócolos e couve

Feijão, soja, lentilhas

Alimentos ricos em vitamina B12:

Cereais enriquecidos com vitamina B12

Proteína de soja enriquecida com vitamina B12

Alimentos ricos em ácido fólico:

Fígado bovino

Carne de aves

Espinafres

Feijão e lentilhas

Banana, Papaia e Abacate

Fonte: guiadobebe

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11 coisas que NUNCA deve se dizer à uma grávida


Quando engravidamos nos sentimos muitoooo mais sensíveis, e é justamente nessa hora tão delicada que os palpites brotam mais que chuchu na horta! E o pior, nem todos os “palpiteiros” de plantão estão ali para nos dar dicas bacanas, mas estão querendo nos alertar o que vem pela frente depois que o filho nascer, claro isso é bom, desde que eles saibam como falar e o que devem falar, nem tudo precisa ser dito né? Pra que assustar a futura mamãe sobre algo que nem pode acontecer com ela não é?

Sempre é preciso filtrar a opinião das pessoas, e também temos que respeita-las, porém nem sempre é possível se controlar e não dar uma boa resposta quando alguém faz uma observação tipo: nossa como você ta enorme!

Acho bem pior quando esse tipo de observação vem de uma outra mãe, pois ela já passou por esse momento delicado da gravidez, onde qualquer observação sobre partos, corpo ou outra são motivos para ficar mal humorada, com medo ou a mulher se debulhar em lágrimas!


Por isso juntei 11 coisas que NUNCA deve se dizer à uma grávida.

Vem ver se você já ouviu (ou já falou) alguma delas

  1. Nossa como você engordou;
  2. Você ta comendo por quantos?
  3.  Eu quase morri na hora de ter meu filho;
  4.  Fulana teve bebê nessa maternidade e o filho quase morreu;
  5.  É menino? Menino acaba com a gente né?
  6. È menina? Nossa menina deixa a gente horrorosa!
  7. Parto normal? A dor é horrível, e ainda pode ser fórceps viu?  
  8. Vai ter cesárea? Nossa por quê? Mãe que é mãe tem parto normal!
  9.  Esse bebê não nasce nunca;
  10. Você parece uma pata andando;
  11. Depois que o bebê nascer você nunca mais vai dormir (comer, tomar banho, relaxar, ler um livro);


Ser mãe é realmente algo de muita responsabilidade, e que vai te deixar mais cansada como nunca, porém ninguém te fala da felicidade que um pequeno e simples sorriso vai te causar, ninguém te fala que você se transformará, ninguém te fala do amor que você vai sentir como nunca sentiu por mais ninguém na sua vida…

Então se alguém vier te falar algo que te assusta, pare e fale: tudo bem, agora me fale as coisas boas, por favor! Tenho certeza que elas te farão esquecer qualquer outra coisa que você já tenha escutado!

Beijocassss

Violência obstétrica


O que é a violência obstétrica e como você pode ajudar a acabar com ela

Não sei se todo mundo já ouviu o termo “violência obstétrica”, mas é um desses nomes que muitas vezes acaba passando a impressão errada, porque pode parecer que se trata apenas de violência física. Mas a violência obstétrica inclui uma série de tratamentos desrespeitosos, que vão desde piadinhas e comentários maldosos e preconceituosos ao completo desrespeito e intervenções médicas feitas contra a vontade da mãe durante o parto. É como a violência doméstica, que não se limita ao marido que bate na esposa, mas inclui também abuso verbal e outras humilhações. Infelizmente a estimativa é que 1 em 4 mulheres no Brasil é vítima de violência obstétrica.

Mas o que é a violência obstétrica?

É violência: a ofensa verbal, o descaso, o tratamento rude, as piadinhas, os gritos, a proibição da manifestação das emoções, as violências físicas de todos os tipos, a obrigatoriedade de uma determinada posição, os apelidinhos, a contenção dos movimentos – como divulgado com cada vez mais frequência entre as mulheres detentas, que precisam parir algemadas -,a humilhação intencional e todo tipo de atitude torpe que, sim, acontece.

Deste post do blog Cientista que virou mãe

Um trecho de uma lista bem detalhada:

– Tratar uma mulher em trabalho de parto de forma agressiva, não empática, grosseira, zombateira, ou de qualquer forma que a faça se sentir mal pelo tratamento recebido.

– Tratar a mulher de forma inferior, dando-lhe comandos e nomes infantilizados e diminutivos, tratando-a como incapaz.

– Submeter a mulher a procedimentos dolorosos desnecessários ou humilhantes, como lavagem intestinal, raspagem de pelos pubianos, posição ginecológica com portas abertas.

– Impedir a mulher de se comunicar com o “mundo exterior”, tirando-lhe a liberdade de telefonar, usar celular, caminhar até a sala de espera ETC.

– Fazer graça ou recriminar por qualquer característica ou ato físico como por exemplo obesidade, pelos, estrias, evacuação e outros.

– Fazer graça ou recriminar por qualquer comportamento como gritar, chorar, ter medo, vergonha etc.

– Fazer qualquer procedimento sem explicar antes o que é, por que está sendo oferecido e acima de tudo, SEM PEDIR PERMISSÃO.

Leia a lista completa no blog Estuda, Melania, Estuda

O relato de violência obstétrica que mais me chocou foi a da Ana Paula Garcia, um trecho horripilante para vocês:

Me mostram minha filha as pressas há uns 2 metros de distância e saem todos da sala, me deixando sozinha, de pernas amarradas e abertas de frente para uma janela que dá para rua. Nesse momento percebi que eu continuava chorando sem parar, desde o momento que entrei naquele bloco cirúrgico, e continuei até o momento da alta no dia seguinte.

Eu achei que o espetáculo de desrespeito aos direitos humanos já tinha terminado, mas eu me surpreendia cada vez mais (como se fosse possível). Fui depositada numa sala de observação por 3 horas, que pareceram para mim dias. De 5 em 5 minuto eu abordava um funcionário, suplicando por acolhimento e informação. Até que ouço de longe a notícia de que minha filha estava em choque e que tinha pouquíssimas chances de sobreviver. BAM. Soco no estômago. Desci até o último nível do buraco.

Post inteiro no Mamíferas

Infelizmente a filha dela morreu, e depois de todo esse sofrimento, a Ana entrou com uma ação na justiça que é a primeira do tipo no país. Espero realmente que ela ganhe, além dela merecer justiça pelo que passou, quem sabe depois disso os profissionais de saúde pensem duas vezes antes de agir da forma como os “profissionais” que a atenderam agiram.

No dia das mulheres de 2012 uma blogagem coletiva divulgou um teste de violência obstétrica, infelizmente o teste foi retirado do ar depois de um período pré-determinado, seria bom que os blogs tivessem mantido pelo menos o teste no ar mesmo sem poder responder pra que quem não participou na época pudesse usar para referência. Mas os resultados (e as perguntas) você encontra aqui, foram quase 2 mil respostas. Tristeza:

– 47% das respondentes sofreu algum tipo de violência obstétrica.

– 57% teve medo pela sua saúde ou do bebê, se sentiu ameaçada ou deixou de perguntar alguma coisa por medo da reação dos profissionais envolvidos

– 55% não foi consultada a respeito de todos os procedimentos realizados durante o parto

E no final do ano passado foi lançado este vídeo, chamado Violência Obstétrica, a voz das brasileiras, que tem depoimentos de várias mães sobre os desrespeitos e abusos que sofreram em seus partos. O vídeo tem 51 minutos e é muito triste, mas acredito que todo mundo deveria assistir pra ver que tipo de barbaridades são cometidas todos os dias e muita gente acha tudo normal.


O que podemos fazer para acabar com a violência obstétrica?

Se informe, passe adiante para os amigos, para mães, grávidas, todo mundo deveria ler e entender o que é a violência obstétrica. Mesmo se você é mãe e não teve um parto ruim, dê uma lida e avalie se o que você considerou “normal” na verdade não deveria ser.

Se sofreu violência obstétrica, denuncie. Envie uma carta para o hospital, plano de saúde, divulgue nas redes sociais. Se for o caso, entre em contato com um advogado pra avaliar a possibilidade de entrar na justiça.

Vale lembrar que violência obstétrica pode acontecer em parto normal ou em cesárea, em hospital particular ou público, com plano de saúde ou sem plano; uma mulher que queria parto normal e teve seu parto normal ou uma mulher que queria cesárea e teve sua cesárea também podem ter sido vítimas de violência obstétrica. Não é só porque o parto foi o que a mulher queria que ele foi feito de forma humana, respeitosa ou profissional. E não é porque o parto não foi do jeito que a mãe queria é que foi violência obstétrica, o parto pode acabar sendo modificado no meio do caminho; o negócio é se foi feito com respeito, verdade e informação.


Fonte: Luciana Misura

A lei do Acompanhante – 11.108

Desde o dia que descobri que iria ser mãe, sempre escolhi o melhor pra mim e para o meu bebê, a começar pela maternidade claro, queria alguma que apesar de tudo me deixasse satisfeita, logo mais descobri que a minha maternidade tinha fama por “barrar” os acompanhantes, e eu claro, queria o pai do Bernardo comigo durante todo o trabalho de parto, até porque, ter alguém com você que você conheça e te dando força, normalmente vai te deixar mais tranquila. Então entrei em contato com o hospital, e lá me disseram que eles não barram, e que você pode sim entrar com seu acompanhante, e deixam a critério da pessoa escolher, confiei meio desconfiada, até porque cheguei a ler comentários de médicos que barravam por não ter “roupa apropriada”. Como toda mãe de primeira viagem, fui apelar para internet, e lá descobri a lei do acompanhante, quer coisa melhor que isso ? Um lei em que TODO E QUALQUER HOSPITAL SEJA PUBLICO SEJA PARTICULAR ELE É OBRIGADO A DEIXAR O ACOMPANHANTE A TODO MOMENTO COM A GESTANTE, lógico que com todo o medo do mundo decide fazer algumas coisinhas que recomendam pra você não ter sustos de ter seu acompanhante barrado. E logo achei a página do Gui do bebê, que me trouxe tudo explicadinho.
A lei, que está em vigor desde 2005, existe mas ainda muitos desconhecem ou não tem certeza de sua validade. É obrigado por lei que os hospitais, maternidades e assemelhados permitam a presença de um acompanhante indicado pela gestante para acompanhá-la durante o trabalho de parto, durante o parto e pós-parto (período por até 10 dias). Isso vale para todos os hospitais brasileiros, seja particular ou público.

É importante deixar claro que fica a critério exclusivo da parturiente (mulher grávida) a escolha do acompanhante para o momento do parto e outras atividades relacionadas ao período de parto. Pode ser o marido, a mãe, uma amiga, uma doula. Não importa se há parentesco ou não e tampouco o sexo.

Acontece que muitos hospitais no país ainda desrespeitam a lei 11.108, impedindo a presença de uma pessoa indicada pela mulher grávida.

São várias as desculpas dadas pelas instituições, entre as quais de que a sala é pequena, de que o acompanhante atrapalha o procedimento ou que há risco de infecção hospitalar. Na maioria das vezes os hospitais se aproveitam do desconhecimento das pessoas quanto às leis do país para vetar o acesso de um acompanhante.   

Lembre-se: a presença de um acompanhante é garantido a partos normais ou cesarianas.

Além da Lei do Acompanhante, em vigor desde 2005, existem outras duas resoluções que asseguram a presença de uma pessoa indicada pela mulher para o parto. A Agência Nacional de Saúde (ANS) regulamentou a RN 211, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a RDC 36/08, que também falam do mesmo tema: a permissão para um acompanhante.

Importância do acompanhante – Cientes de que a lei autoriza a presença de um acompanhante em qualquer hospital do país, é importante frisar a importância dessa pessoa no momento do parto.

Uma pessoa de confiança dará a mulher muito mais tranquilidade e atenção na hora do parto. Esse carinho recebido é super interessante. Com a grávida mais tranquila e se sentindo segura ao lado de uma pessoa conhecida, o parto pode ser mais curto e menos traumático, evitando uso de medicamento.

O medo de entrar numa sala sem alguém conhecido faz com que muitas mulheres programem seus partos (cesarianas).

Muitas mulheres contratam profissionais especialistas em acompanhamento do parto. Esses profissionais chamam-se “Doulas”. 

O que fazer caso o hospital crie barreiras na entrada do acompanhante?

É importante que a pessoa se previna quanto à possibilidade de o hospital impedir o acesso de um acompanhante no parto. O primeiro passo pode se dado entrando em contato com a ouvidoria do hospital.

Caso não surta efeito, formalize queixa no Ministério Público de sua cidade. Outra opção é ligar para a Ouvidoria Geral do SUS (136). Você pode também acionar o Ministério da Saúde (hospitais públicos), ANS (hospitais particulares), Procon, ANVISA, além de secretarias de saúde do município ou do Estado.

Envie um Ofício

Para que não seja surpreendida pouco antes do parto, a mulher pode elaborar um ofício semanas antes do parto. A intenção é que o hospital saiba com antecedência que uma pessoa indicada irá acompanhar o parto. Esse ofício pode conter informações simples, como no exemplo abaixo:

Eu, (seu nome), portadora do documento de identidade número (número do seu RG), informo que (nome da pessoa que lhe acompanhará ) será o meu acompanhante no meu parto a ser realizado no hospital (nome do hospital).


São Paulo, 17 de julho de 2013. (coloque a data em que entregará o ofício)


_______________________________

Sua assinatura


_______________________________

Assinatura de um responsável do hospital

(a pessoa que irá receber o ofício; solicite que coloque a data do recebimento)

Faça duas vias, uma que ficará sob sua posse, e a outra de posse do hospital. Caso a instituição demore mais de duas semanas a assinar o documento, formalize queixa no Ministério Público de sua cidade. Se preciso, consulte um advogado.

Você fez tudo isso e o hospital se nega a cumprir a lei ou você fez tudo isso mas na hora de dar entrada no hospital a entrada do acompanhante foi negada. O que fazer então?

Essa é uma situação muito delicada. Primeiro porque uma instituição está deliberadamente dizendo ao cidadão que ela, a instituição, não irá cumprir a lei. E segundo porque está dizendo isso em um dos momentos mais delicadas da vida de uma mulher. Não queremos dizer “momento” como uma unidade de tempo vaga, mas um momento crítico, provavelmente com a mulher já em trabalho de parto. Isso é, no mínimo, um comportamento desrespeitoso com o ser humano e chega ao seu auge em se colocar como “acima da lei” (nós, as instituições, somos soberanos, não obedecemos leis).

Aqui vão algumas dicas, mas o melhor seria você buscar um aconselhamento de um advogado (de seu sindicato, sua empresa, ministério público, etc.):

  • Registre Boletim de Ocorrência se você já recebeu a resposta negativa do hospital em permitir a entrada do acompanhante ou se isso ocorrer no dia do parto. Você não precisa sair da maternidade correndo para fazer esse Boletim de Ocorrência, vá para casa e depois procure uma delegacia próxima, de preferência uma delegacia da mulher;
  • Se estava tudo certo e no momento da internação o hospital se negou a deixar entrar seu acompanhante, você terá a opção de chamar a polícia para que seja cumprida a lei naquele momento e local. Prefira deixar alguém responsável por isso e não você gestante, pois você deverá estar concentrada em seu parto;
  • Para todos os casos acima, tenha em mãos (impresso em papel) todas as leis, portarias e resoluções que listamos abaixo para mostrar ao delegado ou aos policiais;
  • Em todos os casos depois de negada a presença do acompanhante e ter efetuado o Boletim de Ocorrência, abra um processo contra a instituição, seja ela pública ou privada.

Vale destacar que já existem casos em que mulheres tiveram ganho de causa nos tribunais. Faça valer seu direito, mais ainda, faça ser cumprida a lei.

Lei do Acompanhante, portaria e resoluções

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11108.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2005/prt2418_02_12_2005.html

http://www.ans.gov.br/index2.php?option=com_legislacao&view=legislacao&task=TextoLei&format=raw&id=1575

http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2008/040608_1_rdc36.pdf

Onde reclamar ou solicitar ajuda

Ouvidoria Geral do SUS – Tel 136

Agência Nacional de Saúde (ANS) – Tel 0800 701 9656

PROCON

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)

Ministério Público Federal
Fonte: Guia do Bebê

Diário de gravidez – 33 semanas 👶

Chegamos a 33° semana, segundo a ultra de hoje, Bernardo está pesando 2.023 e medindo 45 cm.

Seu bebê chegou ao marco de 2 quilos, e mede por volta de 44 centímetros. 
Nesta fase, a criança começa a se posicionar para o parto, e normalmente fica de cabeça para baixo. Seu médico vai monitorar com atenção a posição do bebê nas próximas semanas. Alguns bebês resolvem ficar sentados, o que pode prejudicar a perspectiva de parto normal. A cabeça do seu bebê ainda é relativamente flexível, e os ossos não se fundiram completamente. Um dos motivos para isso é facilitar a passagem pelo canal do parto. Mas os ossos do restante do corpo estão ficando cada vez mais rígidos. A pele do bebê também perde o aspecto avermelhado e enrugado. Se for o seu primeiro filho, há mais chances de o bebê encaixar a cabeça na pelve esta semana, pressionando seu colo do útero. (Isso acontece com cerca de metade das mães de primeira viagem). Para quem já teve outro filho, a previsão é que o encaixe aconteça uma semana antes do parto — e em algumas mulheres o bebê só “desce” no começo do trabalho de parto. Pode ser que seus pés e suas mãos comecem a inchar, principalmente no fim do dia. A retenção de líquidos, também chamada de edema, costuma piorar nos dias quentes. O surpreendente é que beber bastante líquido na verdade ajuda a amenizar o inchaço. Seu corpo — e em especial os rins — e seu bebê precisam de muito líquido, portanto beba bastante água. Se o inchaço vier muito de repente, porém, nas mãos ou no rosto, não hesite em procurar o medico. Pode ser um sinal de pré-eclâmpsia, uma perigosa elevação da pressão arterial à qual estão sujeitas as gestantes, às vezes até aquelas que sempre tiveram pressão baixa. 


Obs.: Segundo os especialistas, cada bebê se desenvolve do seu jeito, mesmo dentro do útero. O objetivo destas páginas sobre desenvolvimento fetal é dar uma ideia geral de como o feto cresce dentro da barriga.

Fonte: BabyCenter

A descoberta

É uma mistura de sentimentos, que vão de felicidade extrema a uma preocupação absurda, afinal agora tem um serzinho que depende de mim, e desde já. 

Descobri a gravidez por meio de um exame de farmácia. Já tinha suspeitas, porém, como minha menstruação nunca tinha sido regular, acreditei que fosse só mais um atraso. Na verdade, minha ficha só caiu quando fiz o exame de sangue. Foi um momento mágico quando abri aquele envelope com o resultado nem acreditava em tamanha felicidade. Passado minhas dúvidas, começaram a surgir os sintomas, veio um de cada vez. Comecei com uma fome absurda, a ponto de acordar de madrugada, num final de semana, louca pra comer alguma coisa. Depois veio o sono, além de pesado, não podia parar em frente a uma TV que dormia. Em seguida, veio o crescimento do seio junto com a sensibilidade, com o tempo ficava mais e mais impossível dormir de bruços. E, por fim, o enjoo, que segue até hoje (oitavo mês), seja de manhã, tarde, madrugada, não tem hora, rs. Logicamente que  com todos esses sintomas, também o choro por qualquer coisa. O momento mais mágico, não foi só a descoberta da gravidez, mas sim a primeira ultra. Estava mega ansiosa, louca pra saber se meu bebê estava bem, se o coração estava batendo direitinho, enfim, quando você engravida as neuroses surgem. Quando entrei na sala e deitei na maca, discretamente uma lágrima caiu, é uma emoção incrível, quando o médico mostrou o meu bebê, a primeira coisa que vi foi uma bolinha bem pequena se mexendo bem rápido e ai não consegui segurar as lágrimas, pois vi que o coraçãozinho estava forte sem ao menos ter ouvido. É a melhor sensação do mundo e a batida do coração é o melhor som que eu já ouvi em toda minha vida, por mim eu ficava o dia todo vendo minha ultra. Pego em todas que já fiz até hoje, e fico sentada, olhando, imaginando meu Bernardo (que por sinal tem o nariz e a boca do pai), e fico querendo ele logo. Tem dias que dá até angustia, querendo ele ao meu lado logo, com um chorinho sereno, e aquele amor todo nos olhos.

Estou com oito meses, aquela barriga enorme, só sentindo os chutes do meu pequeno, e doida pra ter ele nós meus braços.